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quarta-feira, novembro 16, 2011

...o que nos faz crescer...


A vida nos ensina e o tempo faz-nos crescer. Este é o lema que me faz tentar vencer a mediocridade. Para vivermos em harmonia, temos que saber fazer cedências. São palavras que eu encerro no meu coração. Na minha infância, por vezes, não tinha vontade de frequentar a escola. Mas senti que, ao longo do tempo, a justiça foi o meu melhor professor. Em certas alturas da vida, os tapetes que pisamos fogem-nos debaixo dos pés, desequilibrando-nos. Passei somente a pisar os tapetes rolantes que se enrolam aos meus olhos e se atravessam ao longo do sentido, até já com que me despeço do viajante que não consegue acertar na sua rota. Abandonei o tabaco e guardo eternamente a caixa de fósforos para me iluminar o caminho. Na escrita, luto contra fantasmas. São o segredo que tenho escondido nos baús da memória. As vivências retratadas são a minha carapaça de escritor que luta na guerra juntamente com soldados sem pátria. São estas promessas que me amarram à realidade. As fotografias que vão servindo de inspiração à minha escrita tentam apagar os erros ortográficos que se espalham, moldando as palavras na areia. Criam relâmpagos de lembranças que me enganam os sentidos. Parto os púcaros de resina que estão suportados nas árvores que rolam à minha frente. Resina que me liberta. A ira se dispersa, conservando o inseto que se dispersou do seu exercício matinal. De criança distraída, passei a ser um escritor abstraído. A escrita liberta-me a alma e perdoa-me os erros que a vida não me corrigiu. As palavras surgem como soluços de lágrimas que nunca escorreram. São diques que me tratam por você. Por vezes, no silêncio da escrita, a luz da rua torna-se ténue e a luz do candeeiro de dupla luz fosca teima em não se acender. O Céu escurece e a Lua começa a brilhar, adoro observar a esfera que a encerra. Os pássaros deixam-me partir, mas o tempo condenou-me a escrever a sua biografia. Não posso partir. E ignoro a voz de quem me chama. Sonho com o Amor, não confundindo a vaca leiteira com os touros que colhem o bravo toureiro na sua praça. Sou um poeta sério, mas também sei fazer troça da vida violenta que me faz pender a cabeça. Viva o vermelho, viva o verde, grita o amarelo aflito. Ondula esfarrapada a nossa bandeira à minha passagem." Bom Norte

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