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sexta-feira, julho 27, 2012

Ao compasso da Vida...

Ao compasso


o piano marca compassos suaves
na rudeza das mãos a harmonia das notas
quebrada no espaço por sons graves

lá fora a tempestade chora sobre as pedras do chão
raios trovões uma nocturna solidão
um vulto de mulher emerge da noite
pára sob a luz de um candeeiro
parece esperar alguém…

as mãos sobre o piano tocam agora para ela
a chuva encharca a angústia do momento
um breve momento de marcas profundas

os olhos não pestanejam só olham a janela
as mãos não acenam percorrem tristes as teclas do piano
choram uma melodia nostálgica às lágrimas daquela mulher
que se desfazem no chão

o piano
a janela
a noite
alguém que não vem
o cenário perfeito na brevidade de uma canção

quando o piano toca à janela um doce presságio
notas suaves despidas de ilusão
não há consolo não há salvação
é vida ao sabor da melodia de um naufrágio

depois deste momento
o que vai ser de ti?
o que vai ser de mim?
o que vai ser de nós?
sempre que o piano tocar à janela



quinta-feira, julho 26, 2012

Dia dos Avós (Portugal)

Dia dos Avós (Portugal) 
26 de Julho

Comemora-se o Dia dos Avós em 26 de Julho, e esse dia foi escolhido para a comemoração porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.
Século I a.C. - Conta a história que Ana e seu marido, Joaquim, viviam em Nazaré e não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança. Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida, e eles tiveram a graça de ter uma menina abençoada a quem baptizaram de Maria. Santa Ana morreu quando a menina tinha apenas 3 anos. Devido a sua história, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas e dos que desejam ter filhos. Maria cresceu conhecendo e amando a Deus e foi por Ele a escolhida para ser Mãe de Seu Filho. São Joaquim e Santa Ana são os padroeiros dos avós.

quarta-feira, julho 25, 2012

Tentar Não é igual a desistir...


Tenho-te dito o que fazer. Às vezes coisas difíceis, às vezes coisas
impensáveis. Mando-te fazer coisas simples e singelas ou complexas
e imprescindíveis. É claro que as tentas fazer. É claro. Mas nem
sempre consegues. Nem sempre és capaz, nem sempre tens
evolução para tanto. E aí vem a culpa. «Não fiz isto, não fiz aquilo.
Não fiz o que deveria fazer.» Culpa. 

A partir daí tens dois problemas. O de não teres feito o que te pedi, o
que naturalmente causa um certo embaraço na tua alma… E a culpa
de não teres feito o que te pedi, o que naturalmente causa algum
embaraço em mim. A questão é outra. 

E se, em vez de não fazeres o que pedi e sentires culpa por isso,
encontrasses uma terceira via? Uma via possível? Se te mando correr
100 metros e não consegues, o que seria desejável? Não correres
nada, ou correres pelo menos 50, 60, 70 metros? Ou 20 ou 30? Mas
pelo menos correres alguma coisa. Neste caso, quanto mais
corresses, mesmo não sendo os 100 metros, quanto mais corresses,
repito, mais perto ficarias do destino original, do destino solicitado por
mim. 

Agora pensa nas coisas que te peço. Algumas impossíveis para ti.
Impossíveis, por enquanto.Porque se começares agora a fazer «uma
parte» dessas coisas e continuares sempre a avançar nesse caminho,
mais perto estarás do meu objectivo. Não consegues perdoar alguém,
por exemplo. Mas podes tratar essa pessoa com mais amor. Não
consegues tratá-la com amor, mas podes tratá-la com respeito. Podes
sempre fazer alguma coisa. Lembra-te sempre: cada passo que
damos em direcção à luz é um passo que nos afastamos das trevas. 


Jesus

quarta-feira, julho 18, 2012

...alguns versos...

Versos

Versos! Versos! Sei lá o que são versos... 
Pedaços de sorriso, branca espuma, 
Gargalhadas de luz, cantos dispersos, 
Ou pétalas que caem uma a uma...

Versos!... Sei lá! Um verso é o teu olhar,
Um verso é o teu sorriso e os de Dante
Eram o teu amor a soluçar
Aos pés da sua estremecida amante!

Meus versos!... Sei eu lá também que são...
Sei lá! Sei lá!... Meu pobre coração
Partido em mil pedaços são talvez...

Versos! Versos! Sei lá o que são versos...
Meus soluços de dor que andam dispersos
Por este grande amor em que não crês...

Florbela Espanca

...Amor...dor...

video


AMOR E DOR 


Há uma diferença clara entre amar e fragilizar-se. O amor é uma
frequência única de contentamento, de entrega, de doação. O amor é
um acto solidário de alma para alma. É quando os chakras do coração
se encontram definitivamente e voam rumo à dimensão dos céus. É
mais alto do que tudo. O amor é o mais alto padrão de frequência
vibratória que um ser humano pode querer almejar.

A fragilização é o oposto da resistência. Fragilizar-se é optar por
desligar. É prescindir do controlo. É aceitar o comando do céu, tanto
na vida como nas emoções. Fragilizar-se é deixar-se ir na corrente,
sem medos nem resistência, só pelo simples facto de que é assim que
tem de ser. Só pelo facto de que assim, sem controlar nada, é a única
hipótese de nos deixarem guiar a vossa vida, através de conselhos
sábios que se manifestam através da vossa intuição.

Eu só consigo falar – deixar-me ouvir – com quem está frágil. Só
consigo comunicar com quem prescinde do ego e não quer saber
tudo. Tudo, sei eu. E porque é que eu te transmito uma mensagem
acerca da diferença entre amar e fragilizar-se? Simples. Porque se
não te deixares fragilizar, não vais amar nunca.

Se não te deixares ir ao sabor das águas da emoção, se não te
deixares diluir na dor quando ela vier, se não acederes à dor quando
ela vier, repito, nunca poderás entregar-te ao sentimento que mais
dor provoca. O amor.

E quando aceitares que só aceitando a dor quando ela vem, só
sabendo que para ser bom terás de viver alguns momentos de dor,
só quando aceitares completamente que isto tudo é dual, e que é
necessário harmonizar e aceitar os dois, cada um a seu tempo, só
nessa altura estarás pronto para te entregares definitivamente,
incondicionalmente, ao amor.


Jesus

domingo, julho 15, 2012

quinta-feira, julho 12, 2012

...há dias assim...


QUERO UM DIA PARA CHORAR
Quero um dia para chorar.
Mas a vida vai tão depressa!
Não é preciso deixar contida a tristeza,
para que a vida, que acaba quando mal começa,
tenha tempo de se acabar.
Não quero amor, não quero amar...
Não quero nenhuma promessa nem mesmo para ser cumprida.
Não quero a esperança partida, nem nada de quanto regressa.
Quero um dia para chorar.
Quero um dia para chorar.
Dia de desprender-me dessa aventura mal entendida
sobre os espelhos sem saída em que jaz a minha face impressa.
Chorar sem protesto.
Chorar.




Cecília Meireles

lol


quinta-feira, julho 05, 2012

domingo, julho 01, 2012

A RAÇA DO ALENTEJANO

A RAÇA DO ALENTEJANO 

É esta raça que ainda vai salvar o País.
Como é um alentejano?
É, assim, a modos que atravessado.
Nem é bem branco, nem preto, nem castanho, nem amarelo, nem vermelho....
E também não é bem judeu, nem bem cigano.
Como é que hei-de explicar?
É uma mistura disto tudo com uma pinga de azeite e uma côdea de pão:

-
 Dos amarelos, herdámos a filosofia oriental, a paciência de chinês e aquela paz interior do tipo "não há nada que me chateie"; 
-
 dos negros, o gosto pela savana, por não fazer nada e pelos prazeres da vida; 
-
 dos judeus, o humor cáustico e refinado e as anedotas curtas e autobiográficas; 
-
 dos árabes, a pele curtida pelo sol do deserto e esse jeito especial de nos escarrancharmos nos camelos; 
-
 dos ciganos, a esperteza de enganar os outros, convencendo-os de que são eles que nos estão a enganar a nós; 
-
 dos brancos, o olhar intelectual de carneiro mal morto;
-
 dos vermelhos, essa grande maluqueira de sermos todos iguais.

O alentejano, como se vê, mais do que uma raça pura, é uma raça apurada.

Ou melhor, uma caldeirada feita com os melhores ingredientes de cada uma das raças.
Não é fácil fazer um alentejano.
Por isso, há tão poucos.

É certo que os judeus são o povo eleito de Deus.
Mas os alentejanos têm uma enorme vantagem sobre os judeus: nunca foram eleitos por ninguém, 

o que é o melhor certificado da sua qualidade.

Conhecem, por acaso, alguém que preste que já tenha sido eleito para alguma coisa?
Até o próprio Milton Friedman reconhece isso quando afirma que 
«as qualidades necessárias para ser eleito são quase sempre o contrário das que se exigem para bem governar».
 


E já imaginaram o que seria o mundo governado por um alentejano? 


Era um descanso!!! ...

Texto de Luis Afonso
Desenho de Carlos Rico

Alentejano
Alentejano