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segunda-feira, julho 18, 2011

...pássaros...


Lembras-te como éramos pássaros Irrequietos e sedentos Saltitando de momento a momento Alegremente… Debicando sensações Pelos nossos caminhos E sempre esfomeados Procurando sempre ir mais longe Em rumos encantados? Lembras-te como as nossas asas se uniam E voávamos em uníssono Conquistando novos terrenos Perdendo a noção do tempo E entrando pela noite escura A embalar num mesmo tom a fantasia Até o sono nos haurir e declinar E dormirmos em perfeita harmonia? Hoje os nossos voos São arrevesados... Não são a linha intangível São como cordas enroladas...com nós... Difíceis de desembaraçar... Vais, partindo de desassossego Vens depois com promessas Mas basta uma nota desafinada Para te distanciares E o tudo delineado fica em nada! Assim caminhamos pelo avesso Sem conseguir vivermos desligados Com uma anilha não visível Mas sem cadência, desafinados…

Marisa Soveral
Junho – 2011

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