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segunda-feira, maio 28, 2012

28 de Maio: Em 1926 foi salva a dignidade nacional


28 de Maio: Em 1926 foi salva a dignidade nacional
 Em 28 de Maio de 1926 as Forças Armadas, animadas por um sentimento unânime de defesa da dignidade nacional, resolveram instaurar um regime de ditadura militar, formando-se então um governo alheio aos partidos e às ideologias partidárias, constituído por técnicos e peritos em matéria de administração dos vários departamentos estaduais.
 Depois de várias hesitações e peripécias, de feitas algumas tentativas infrutíferas e de vencidas várias dificuldades, apenas em 1928 o País passou a ter um governo com autoridade, eficiente e responsável. O facto é que passados apenas dez anos a face do País já era inteiramente diferente, mercê da capacidade, patriotismo e honestidade dos governantes e, também, do franco e decidido apoio da população, Portugal havia retomado o seu lugar entre as nações da Europa, passando a estar presente, de cabeça erguida e livre, como pedra válida no xadrez da política internacional.
 Tanto os estrangeiros como os nacionais residentes fora do País puderam verificar e testemunhar o ressurgimento experimentado e bem assim o progresso que beneficiou a terra portuguesa; simultaneamente, Portugal recuperou o prestígio e o respeito que a sua fulgurante história fazia jus, apesar de ter estado privado de um e outro, ou pelo menos bastante diminuído, durante mais de cem anos.
 Para que fossem alcançados aqueles resultados foi necessário pôr termo às lutas partidárias e às quezílias que alimentavam as rivalidades entre as diversas facções, uma vez que a divisão comprometia a unidade nacional, punha em risco a independência do País e consumia os esforços e recursos necessários à ciclópica tarefa de retirar a Nação da injusta situação de miséria e subdesenvolvimento em que ela se achava.
 Os partidos políticos foram banidos, embora já se achassem desfeitos por falta de adeptos e também em face do descrédito em que haviam caído, tanto os seus programas ou doutrinas, como também os seus dirigentes e camarilhas; a Nação, na sua maioria, farta de sofrer os males da orgia carnavalesca até então vivida no plano político, não regateou o seu indiscutível apoio ao novo regime e aos seus dirigentes, cujos objectivos residiam única e exclusivamente na intransigente defesa ou salvaguarda dos interesses nacionais.
 Com efeito, saneadas as finanças logo no primeiro ano de governo, foi então possível levar a cabo a construção das infra-estruturas e equipamentos essenciais não só ao bem-estar das populações, como também imprescindíveis à revitalização da anemiada e estagnada economia. Foram então construídos e reparados muitos milhares de quilómetros de estradas, foram renovadas as vias férreas, melhoradas as comunicações, construídos portos e erguidas grandes barragens para a irrigação dos campos e, muito especialmente, para a produção de energia eléctrica.
 Os serviços de saúde foram beneficiados com novos hospitais e o ensino foi dotado de estruturas modernas, tendo sido construídos, aos milhares por todo o País, os estabelecimentos escolares exigidos pelos vários graus de ensino.
 A Marinha de Guerra foi totalmente reconstruída, tendo sido dotada de navios modernos, em boa parte construídos em estaleiros nacionais, passando o pavilhão português a marcar significativa presença não apenas nas águas continentais, na salvaguarda dos nossos recursos marítimos, mas também nos mares tropicais da África, Ásia e Oceânia. Simultaneamente procedeu-se ao rearmamento do Exército, tendo este sido dotado não só de material moderno como também foram construídos muitos aquartelamentos amplos e capazes de satisfazer as necessidades de grandes efectivos. A Aeronáutica Militar conheceu a maioridade e foi equipada com importantes oficinas e material de voo indispensável à instrução e treino do pessoal e também ao serviço de campanha.
 A economia experimentou um tal desenvolvimento que o País passou a figurar entre as duas dezenas de nações mais desenvolvidas, sendo de relevar a subida do produto interno bruto, cujas taxas de crescimento atingiram níveis invejáveis que prenunciavam um espectacular desenvolvimento económico.
 Por mais que os caluniadores e detractores do regime do Estado Novo e dos seus dirigentes pretendam solapar ou diminuir a grandiosa obra então realizada, tanto no campo material como no do espírito, a História não deixará de apontar aos vindouros que os 46 anos daquele regime nacional restauraram Portugal e tonificaram nos corações e nas mentes dos patriotas o orgulho da sua qualidade de Portugueses.

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